Era uma vez, havia uma menina que falava com a lua. E ela
era misteriosa e perfeita, dessa forma que as meninas que
conversam com as luas são. Na casa ao lado, vivia um garoto. E o
garoto observava a menina se tornar mais e mais perfeita, mais e
mais bela a cada ano que passava. Ele assistiu ela ver a lua. E ele começou a se perguntar se a lua iria ajudá-lo a desvendar o mistério da menina bonita. Assim, o menino olhou para o céu. Mas ele não conseguia se concentrar na lua. Ele estava muito distraído pelas estrelas.
E não importa quantas canções ou poemas já haviam sido escritos sobre eles, cada vez que ele pensava na garota, as estrelas brilhavam mais brilhantes. Como se fosse ela quem as mantinham iluminadas. Um dia, o rapaz teve de se afastar. Ele não poderia trazer a menina com ele, então ele trouxe as estrelas. Quando ele olhasse para fora de sua janela à noite, ele
iria começar com uma. Uma estrela. E o menino ia pedir um desejo, e o desejo seria o nome dela. Ao som de seu nome, uma segunda estrela iria aparecer. E então ele desejaria o nome dela, e as estrelas se dividiriam em quatro. E quatro se tornaram oito, e oito se tornaram 16, e assim por diante, a maior equação matemática que o universo já tinha visto. E pelo tempo que uma hora tinha passado, o céu estaria cheio de tantas estrelas que acordaria os vizinhos. As pessoas se perguntariam quem tinha ligado os holofotes. O menino fez. Ao pensar sobre a menina.

Lola e o garoto da casa ao lado
Um amigo não racha apenas a gasolina. Racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos. Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta. Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país. Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu. Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon. Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado. Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador. Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.
Martha Medeiros.  (via desfrutar-se)

(Fonte: nitratos)

Não quero ficar entre aspas, como uma citação famosa. Quero estar entre asas, como a liberdade mais gostosa.
Eu me chamo Antônio.  (via delator)

(Fonte: carenciada)

Não choro porque sou fraco. Choro por necessidade, choro na intenção de que a dor saia de mim, mesmo que seja em forma de lágrimas.
Querido John.   (via floreio-me)

(Fonte: excerpts-from-books)

Be soft. Do not let the world make you hard. Do not let pain make you hate. Do not let the bitterness steal your sweetness.
Kurt Vonnegut. (via desfrutar-se)
Eu não conseguia chorar. Estava nauseado demais para chorar, confuso demais.
Charles Bukowski.  (via confortei)

(Fonte: aprendizdepoeta)

Muito sentimentalismo babaca, muita gente babaca querendo ser sentimental e outros babacas caindo nesse sentimentalismo.

Ele não sente a minha falta. E esse é o problema. O problema é ele não sentir, e eu sentir demais. O problema é ele conseguir rir de piadas sem graça, sair num sábado a noite e agir como se nada tivesse acontecido… E eu não conseguir fazer o mesmo.
Robin and Stubb.   (via sorriso-so-risos)

(Fonte: palavras-e-sentimentos-sinceros)